sábado, 15 de novembro de 2014

Numa viagem ao passado

Numa viagem ao passado,
sinistramente Ettore não entenderia.
O capitão veria a cortina se abrindo.
Lá não estaria um leme com direção.
O tornado violento se translada na covardia da face oculta do engano.
Então, Scola, tentaria entender tudo aquilo que suas imagens, falas e tons mostraram. E o outro não entendeu.
Com experiência, pensaria a razão dele não entender.  
Refletiria que aquele usa não revelar. Usa artimanhas, caras e bocas. Sim. Sempre fora essa espécie.
O mestre pensaria. O ser não sabe laborar, vociferar. Tudo em silêncio o outro o faz. Sempre foi!  
Então gritaria Ettore Scola: salve A Viagem do Capitão Tornado!
E o fim. Aquele ficou de fora da trupe. Covardes estão fora. 


(Luiz Alberto Cassol / 28 de julho de 2014)