Faz 25 anos que faleceu. Muitos diziam que tinha a idade para ser meu avô. Sempre discordei. O que existe é a forma como se dá a relação. A afetividade. O amor não imposto. Sim, sentido. Teve muitos acertos e erros como qualquer ser humano. Faleceu no ano que eu faria 19 anos. Confesso que eu tinha muito para perguntar e muito ainda a aprender com ele.
Sujeito diferente era. Poderia ficar horas e horas introspectivo. Ao final dessa introspeção eu quase sempre fazia uma pergunta. Vinha ali uma experiência. Um relato. O impacto da narrativa nos tornava cúmplices desse intercâmbio de silêncios e palavras.
Uma cumplicidade dilacerante, vívida e terna. Que ficou entre nós.
Vez por outra abro essa caixa para rever aqueles momentos nossos. Não chorar fica impossível. E sorrir por demais também é imperioso.
Agradeço muito do que me foi revelado. Do que me foi aconselhado. Sobretudo, agradeço o afeto. E sua forma de me proporcionar momentos raros. Que aqui estão comigo. Para sempre.
Viajar para ver os tios e tias. Dizer que já estávamos chegando. É logo ali depois do morro. Cantarolar comigo, minha irmã e minha mãe enquanto o morro não era transposto. Hastear a bandeira do Grêmio, em frente da casa, na Rua Serafim Valandro, nos domingos de Grenal. Jogar bolita. Ouvir rádio AM. Colocar um vinil na eletrola. Comer pitangas apanhadas direto da árvore. Subir em árvores. Me deixar fazer gols nos trepidantes jogos de futebol nas goleiras de tijolos do pátio. Eu falar das primeiras paixões. Escutar. Enfim...
Momentos vividos. Experiências compartilhadas. Te agradeço, pai, nesse 12 de julho, data de teu nascimento.
Lembro do que escrevi no início dessa pequena homenagem. O que existe é a forma como se dá a relação. A afetividade. O amor não imposto. Sim, sentido. Então, acrescento. Paternidade.
Então, hoje, Marcelino Luiz, quero dizer que sinto muito tua falta. Falta do meu pai. Dos momentos que não vivemos em função da tua morte. Só que me sinto muito, muito feliz, pelos 19 anos que vivi contigo. E que fizerem ser muito do que sou.
Valeu pai!
(Luiz Alberto Cassol / julho de 2013.)
Sujeito diferente era. Poderia ficar horas e horas introspectivo. Ao final dessa introspeção eu quase sempre fazia uma pergunta. Vinha ali uma experiência. Um relato. O impacto da narrativa nos tornava cúmplices desse intercâmbio de silêncios e palavras.
Uma cumplicidade dilacerante, vívida e terna. Que ficou entre nós.
Vez por outra abro essa caixa para rever aqueles momentos nossos. Não chorar fica impossível. E sorrir por demais também é imperioso.
Agradeço muito do que me foi revelado. Do que me foi aconselhado. Sobretudo, agradeço o afeto. E sua forma de me proporcionar momentos raros. Que aqui estão comigo. Para sempre.
Viajar para ver os tios e tias. Dizer que já estávamos chegando. É logo ali depois do morro. Cantarolar comigo, minha irmã e minha mãe enquanto o morro não era transposto. Hastear a bandeira do Grêmio, em frente da casa, na Rua Serafim Valandro, nos domingos de Grenal. Jogar bolita. Ouvir rádio AM. Colocar um vinil na eletrola. Comer pitangas apanhadas direto da árvore. Subir em árvores. Me deixar fazer gols nos trepidantes jogos de futebol nas goleiras de tijolos do pátio. Eu falar das primeiras paixões. Escutar. Enfim...
Momentos vividos. Experiências compartilhadas. Te agradeço, pai, nesse 12 de julho, data de teu nascimento.
Lembro do que escrevi no início dessa pequena homenagem. O que existe é a forma como se dá a relação. A afetividade. O amor não imposto. Sim, sentido. Então, acrescento. Paternidade.
Então, hoje, Marcelino Luiz, quero dizer que sinto muito tua falta. Falta do meu pai. Dos momentos que não vivemos em função da tua morte. Só que me sinto muito, muito feliz, pelos 19 anos que vivi contigo. E que fizerem ser muito do que sou.
Valeu pai!
(Luiz Alberto Cassol / julho de 2013.)